DO ÚTERO AO PLANETA TERRA - TERRITORIOS ANCESTRAIS

Obs: com muito carinho peço que faça a escuta do som aqui indicado enquanto realiza a leitura. 💚


Território-útero. território-corpo, território-Terra. Territórios sagrados!

Território pode ser entendido como todos os espaços a nós pertencentes originalmente por nascimento, enquanto seres trazidos à vida através do direito antecessor de nossa linhagem ancestral e de suas manifestações no mundo. 

Assim como nossas mães são portais de acesso ao nosso direito de viver e se manifestar neste planeta, o planeta é portal de acesso ao nosso direito de viver e se manifestar nesta galáxia, neste universo. São dois corpos-territórios-portais físicos que dão forma à constituição de nossas assinaturas energéticas e de nossas próprias manifestações no plano físico da existência. Portais estes que impulsionam nossa configuração de Ser aos propósitos da Mente Universal do nosso Espírito Primordial (Deus, o Infinito ou o Universo).

O útero-território de nossas mães armazenam as memórias dos eventos traumáticos e/ou elevados de seus próprios corpos-territórios e dos corpos-territórios anteriores (ancestrais) que as formaram - e assim o território-corpo-Terra também o faz. Estas memórias, elas os transmitem a nós para que tenhamos a chance, por nossa vez, de curar-lhes(nos). Curar tanto à nossa família quanto à nossa comunidade. Tanto a nossas famílias consaguineas quanto a nossa grande família planetária. Através da cura individual se cura a humanidade inteira. Pois foi através dos esforços vitais e manifestações vivenciais de nossas linhagens que o fio da vida chegou até nós para que estejamos hoje participando destes grandes sistemas nos quais recebemos os mesmos direitos e também as mesmas responsabilidades cármicas para corrigir. 

Somos então, manifestações de nossos próprios ancestrais (deste e de outros sistemas planetários). Eles habitam em nós e em nossos sistemas constituintes existenciais desde os mais densos - nossos corpos/sementes/cápsulas - aos mais sutis - emocionais/mentais/astrais - isso porquê somos seres multidimensionais, já que compostos de pura energia nas suas diferentes formas. 

E assim compartilhamos todos nós informações energéticas cruzadas e portanto, nossas experiências e obrigações a cumprir ultrapassam a escala pessoal, coexistindo também numa escala planetária.

Esse é o propósito principal e urgencial deste período energético-manifestativo. Precisamos desempenhar nossa função honrada e sagrada de cura transgeracional para que nossos filhos e demais gerações posteriores - nossos descendentes e de todos os nossos antepassados, assim como também do planeta - tenham finalmente a chance e a oportunidade de manifestarem-se livres destas responsabilidades e de construir um Novo Mundo curado, livre e de solo fértil ao semeio do AMOR, da INTEGRIDADE, da BENEVOLÊNCIA, da LIBERDADE e da COLABORAÇÃO irrestritas. E assim alçarem vôos mais elevados do que os que nós pudemos alcançar enquanto humanidade neste tempo de nossa existência. E quem sabe a alguns de nós será permitido retornar a esta Nova Terra e testemunhar a PAZ tão celebrada e destacada nos ensinamentos dos reinos de Cristo.   

Portanto, a cura da Terra é nossa cura. E nossa salvação.

É imperativo ao desempenho eficaz de nosso papel na ordem divina a defesa sábia de nossos territórios e dos seus limites. Pois defender territórios significa defender o presente da vida recebido através do território-útero de nossas mães e do território-útero de Pachamama - a Grande Mãe de todos nós, manifestantes da graça divina nesse mundo.

Desta forma, nosso futuro é ancestral. E feminino.

Comecemos hoje então a refletir sobre nossos laços e relações com o sagrado feminino. Em primeiro lugar, aquele que há em nós individualmente. Pois todos recebemos essa energia em nossas constituições que nos provê com a capacidade de amar, nutrir, cuidar, gerar, criar... Em qual nível da balança do equilíbrio permitimos que esse lado de nós se manifeste em honra à nossa memória feminina? 

Segundo, refletir sobre o sagrado feminino em nossos sistemas: como estamos nos manifestando enquanto defensores de seu valor em nossa existência? Estamos defendendo, cuidando e sendo gratos às nossas mulheres? Às nossas mães? Às nossas irmãs, filhas, amigas, companheiras, chefes? 

Estamos resguardando a elas seus direitos ancestrais mais autênticos? Verdadeiramente? Estamos garantindo a elas segurança e respeito em seus territórios todos? Como está nosso olhar e nossa consciência deste sagrado papel feminino a nível familiar, comunitário e cósmico?

Eu honro e saúdo sua existência e território Mãe Gaia, assim como a todas as minhas ancestrais. 

Honro e saúdo meu útero-corpo-território, que me possibilitou a geração da vida, a criação e o aprendizado dessa cura através de nossa conexão sagrada.

Honro e saúdo a Jesus e Maria de Nazaré.

Uma Mãe-portal que viveu neste planeta com a consciência de que seu filho carregaria todas as dores armazenadas na memória da humanidade para que esta tivesse a chance de experimentar a redenção através de seu amor. Que o sustentou por todo o percurso sentindo seu castigo e suas feridas junto a ele, duplamente, pois era sua Mãe. 

Filho exemplar, que deixou um legado de amor e ensinamentos à humanidade, nos mostrando que mesmo atravessando as oscilações da dúvida e do medo que impregnavam a consciência planetária daquela época e que ainda hoje estão aqui presentes, é possível ter retidão no caminho mantendo a confiança, a seriedade e a rendição a essa energia sublime: o Amor. Que existe em cada um de nós e que nos conecta diretamente à parte mais divina de nosso Ser: nossa conexão com a Eternidade.

Honro e saúdo a todos os povos originários, grande mestres e guardiões que são da correta vivência e responsabilidade ancestral.

Aguyjevete/Koiky Angtxai/Haux haux/Amém! Namastê!

Ha'evete/Awêry/Shaba Unanumaki/Gratidão pela leitura-escuta!

Por Jaina Primo




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